Dentre os 10 itens do Método Científico, um deles é o que chamo de Mentalidade Científica.
A Mentalidade Científica não é uma imposição ideológica. Nasce da percepção do desenvolvimento das ferramentas metodológicas (o fazer científico) na ciência, buscado sempre a maior isenção possível na construção das conclusões científicas. Por isso chamo de mentalidade, que nem sempre é explícita, mas indireta a partir dos recursos metodológicos propostos na metodologia científica para sanar erros de análise nas pesquisas e nos saltos mais teóricos. Essa mentalidade é composta de alguns itens voltados a referenciais necessários para a pesquisa científica, mas cuja lógica fundamental indica que são também para a conduta do ser humano em qualquer situação, mesmo fora da ciência. Descrevo 7 desses itens abaixo.
1. Alto compromisso com a honestidade intelectual; aquela que é mantida mesmo na certeza de que, numa falcatrua, o autor do desvio não será identificado. As boas práticas requerem, inclusive, que os cientistas denunciem fraudes vistas em pesquisas científicas para que as instituições tomem as medidas necessárias.
A Mentalidade Científica não é uma imposição ideológica. Nasce da percepção do desenvolvimento das ferramentas metodológicas (o fazer científico) na ciência, buscado sempre a maior isenção possível na construção das conclusões científicas. Por isso chamo de mentalidade, que nem sempre é explícita, mas indireta a partir dos recursos metodológicos propostos na metodologia científica para sanar erros de análise nas pesquisas e nos saltos mais teóricos. Essa mentalidade é composta de alguns itens voltados a referenciais necessários para a pesquisa científica, mas cuja lógica fundamental indica que são também para a conduta do ser humano em qualquer situação, mesmo fora da ciência. Descrevo 7 desses itens abaixo.
1. Alto compromisso com a honestidade intelectual; aquela que é mantida mesmo na certeza de que, numa falcatrua, o autor do desvio não será identificado. As boas práticas requerem, inclusive, que os cientistas denunciem fraudes vistas em pesquisas científicas para que as instituições tomem as medidas necessárias.
2. Busca para eliminar erros de pensamento. O avanço da metodologia científica nos mostra que saímos de uma ciência que buscava verdades imutáveis (Leis) e chegamos a reconhecer a inviabilidade dessa busca, bem como a importância da autocrítica dos autores e a relevância da crítica dos pares após a publicação (tonar público para cientistas que conseguem criticar dentro do tema estudado, o que vai muito além do peer review das revistas científicas).
3. Rejeição a posturas que indiquem:
a) Preconceito de qualquer tipo, até mesmo a sustentação de certezas à revelia de evidências contrárias e o descarte de artigos e de autores que discordam de suas ideias. O controle da subjetividade dogmática já é metodologicamente suprido, restando apenas a compreensão e responsabilidade do autor para usá-lo. Raciocinar partindo de “verdades” preconcebidas em terreno sem fundamentação suficiente gera “carga ideológica” que destrói a possibilidade de aceitação das conclusões defendidas.
b) Autoritarismo é quando alguém é “dono da verdade”, simplesmente por ser esse alguém, a partir do que espera que outros aceitarem suas ideias de forma impositiva. A epistemologia científica parte do pressuposto de que toda verdade aceita na ciência é válida até que se demonstre cientificamente o contrário. Isso assume algo historicamente percebido das inúmeras mudanças vistas nas explicações científicas ao longo do tempo. Isso é compreendido porque o ser humano não possui aparato cognitivo para discernir “verdades provisórias” de “verdades absolutas que transcendem o tempo”, visto que seus aparelhos sensoriais, artificiais ou não, não conseguem captar tudo o que existe ou pode existir nos contextos que estuda. Nas próprias citações em artigos científicos, o importante não é a autoridade de quem diz, mas as evidências e as fundamentações explicitadas no artigo citado (isso também tem sido uma conquista metodológica).
c) Vaidade leva a uma mudança de foco, olhando mais para a aparência do autor do que para a essência do que se estuda. A busca metodológica na ciência gradativamente vai aumentando o grau de objetividade das evidências (qualitativas ou quantitativas) que compõem parte importante do Método Científico. A vaidade é um peso que geralmente faz com que o cientista negue aquilo que poderia reduzi-lo e aprove o que sustenta suas convicções (geralmente) narcisistas. Assim, também favorece preconceitos e pode até gerar autoritarismo.
d) Mentira, que na ciência é o ato presente em situações que visam enganar ou esconder informações cuja metodologia requer que sejam explicitadas. A cada ano aumenta o rigor para checagem de evidências e tem havido maior número de rejeição e retirada de artigos publicados cujos procedimentos metodológicos ou epistemológicos não são totalmente explícitos (visíveis ou reprodutíveis).
Tais perfis têm ajudado imensamente o avanço científico a produzir as melhores explicações sobre o que a ciência consegue estudar, mesmo que ainda haja muito terreno a percorrer. então, por que esses perfis não ajudariam o aperfeiçoamento do ser humano na sociedade em geral?
3. Rejeição a posturas que indiquem:
a) Preconceito de qualquer tipo, até mesmo a sustentação de certezas à revelia de evidências contrárias e o descarte de artigos e de autores que discordam de suas ideias. O controle da subjetividade dogmática já é metodologicamente suprido, restando apenas a compreensão e responsabilidade do autor para usá-lo. Raciocinar partindo de “verdades” preconcebidas em terreno sem fundamentação suficiente gera “carga ideológica” que destrói a possibilidade de aceitação das conclusões defendidas.
b) Autoritarismo é quando alguém é “dono da verdade”, simplesmente por ser esse alguém, a partir do que espera que outros aceitarem suas ideias de forma impositiva. A epistemologia científica parte do pressuposto de que toda verdade aceita na ciência é válida até que se demonstre cientificamente o contrário. Isso assume algo historicamente percebido das inúmeras mudanças vistas nas explicações científicas ao longo do tempo. Isso é compreendido porque o ser humano não possui aparato cognitivo para discernir “verdades provisórias” de “verdades absolutas que transcendem o tempo”, visto que seus aparelhos sensoriais, artificiais ou não, não conseguem captar tudo o que existe ou pode existir nos contextos que estuda. Nas próprias citações em artigos científicos, o importante não é a autoridade de quem diz, mas as evidências e as fundamentações explicitadas no artigo citado (isso também tem sido uma conquista metodológica).
c) Vaidade leva a uma mudança de foco, olhando mais para a aparência do autor do que para a essência do que se estuda. A busca metodológica na ciência gradativamente vai aumentando o grau de objetividade das evidências (qualitativas ou quantitativas) que compõem parte importante do Método Científico. A vaidade é um peso que geralmente faz com que o cientista negue aquilo que poderia reduzi-lo e aprove o que sustenta suas convicções (geralmente) narcisistas. Assim, também favorece preconceitos e pode até gerar autoritarismo.
d) Mentira, que na ciência é o ato presente em situações que visam enganar ou esconder informações cuja metodologia requer que sejam explicitadas. A cada ano aumenta o rigor para checagem de evidências e tem havido maior número de rejeição e retirada de artigos publicados cujos procedimentos metodológicos ou epistemológicos não são totalmente explícitos (visíveis ou reprodutíveis).
Tais perfis têm ajudado imensamente o avanço científico a produzir as melhores explicações sobre o que a ciência consegue estudar, mesmo que ainda haja muito terreno a percorrer. então, por que esses perfis não ajudariam o aperfeiçoamento do ser humano na sociedade em geral?
